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A Trilha da Insatisfação

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Pegar filme na locadora e pagar multa por atraso na devolução está virando coisa do passado dos Estados Unidos. Um serviço on line batizado de Netflix permite aos clientes escolher os filmes pela internet e receber tudo pelo correio – sem taxas por atraso. A idéia atraiu tantos consumidores que gigantes da locação e do varejo de DVDs começaram a copiar sem constrangimentos o modelo da Netflix.


A empresa nasceu em 1998, quando Reed Hastings, que ficou milionário na época do delírio ponto-com, teve de desembolsar 40 dólares de multa de atraso na devolução de um filme. Hastings bolou o seguinte esquema: o cliente escolhe uma série de títulos via internet e os recebe em levas de dois e oito por vez. O pacote, entregue pelo correio, inclui um envelope com a postagem paga para a devolução. Não há prazo estipulado para a entrega. Quando a companhia recebe os filmes de volta, manda o próximo lote. Seus 30 centros de distribuição garantem que os filmes cheguem em média, em dois dias úteis.

Em seis anos, a Netflix conquistou 3 milhões de assinantes. Sua base de clientes cresce cerca de 70% ao ano. O faturamento em 2004 foi de 506 milhões de dólares, 86% acima de 2003. “A Netflix é a grande responsável pelas perdas continuas que a Blockbuster tem tido nos últimos tempos”, diz Denis MacAlpine, um analista independente de mídia e entretenimento em Nova York. Segundo McAlpine, só neste ano a Blockbuster, cujo negócio está baseado nos descontos que obtém na compra de grandes quantidades do mesmos títulos, deverá perder 100 milhões em faturamento. Nos Estados Unidos, a empresa acabou com a política de Multas por atraso na devolução, que representavam 16% das receitas. Oito meses atrás, lançou um serviço online idêntico ao da Netflix,

Comentários:

Quando penso no caso da Netflix vejo quando espaço há para o empreendedorismo como também vejo a inutilidade dos cursos que visam “ensinar” a ser empreendedor. Imaginem vocês que a cada mal atendimento, como foi o caso de Hastings em relação a locação de filmes, tivéssemos a oportunidade de inovar e ser empreendedor. Não precisaríamos procurar “nichos” de mercado para investir nosso tempo e nosso dinheiro porque estes nichos estão CONSTANTEMENTE em nosso cotidiano. Eles podem ser encontrados na chamada “Trilha da Insatisfação”.

A “Trilha da Insatisfação” é o caminho que leva a inovação e que nos motiva a ser empreendedores. Quando uma mulher está “insatisfeita” com seu marido ela abre a “Trilha da Insatisfação” abrindo oportunidades para a inovação a qual chamamos “caso extra conjugal” e motiva os empreendedores de plantão a qual chamamos de “Ricardão”. Eles tomam a “Trilha da Insatisfação” logo começam a inovar e substituir o antigo modelo.

O mesmo podemos dizer a respeito aos nossos filhos. Quando uma criança está insatisfeita com seus pais ela abre a “Trilha da Insatisfação” e abre caminho para a inovação de “super-heróis” (meninos) e para as tias da escola (garotas). Estes personagens são os empreendedores que exploram o rasto da “Trilha da Insatisfação” que nós permitimos que seja aberta quando não proporcionamos satisfação.

Quer ser inovador? Siga a “Trilha da Insatisfação”! Quer ser empreendedor? Persista na trilha até substituir o antigo modelo. Se há trilha a seguir a modelo a ser substituído. Simples assim? Simples assim! Como pode ter certeza disso?. Comece fechando a “Trilha da Insatisfação” da sua esposa (namorada) e dos seus filhos e verá que o que digo é um fato...

 

 

Por: Ubiratan Carlos Machado

Última atualização em Qua, 11 de Fevereiro de 2009 13:30